Credentialism: the new dynasty

Não tenho grandes dotes artísticos. Muito menos alguma capacidade razoável de interpretação das telas de pintores famosos (ou não). Mas ontem me atrevi. Fui firme participar de uma roda de discussão sobre o conceito e o sentido da arte plástica, suas expressões e comércio. Experiência que me deixou com vontade de arriscar um pouco mais.

Anoiteci “analisando” os trabalhos de um dos pintores que mais gosto, Francisco de Goya. É, eu ainda me arvoro a ter predileções, embora suspeite que meu ranking particular deve corresponder à mesma ordem da lista de um Robert Hughes da vida. Invertida, lógico. Mesmo assim, ao tentar fruir toda a série "Os caprichos", do Goya, uma xilogravura conseguiu me deixar atônito. Vale salientar que, obviamente, menos por eu ser capaz de entender qualquer evolução na técnica (o que, admito, gerou em mim um certo sentimento de identificação com a figura muar) do que por me fazer lembrar, imediatamente, de um antigo adágio anglossaxão:



“A doctor is a book-loaded donkey”

Essa xilogravura sarcasticamente intitulada "Hasta su abuelo”. E conta aqui neste blog como mais uma homenagem à coragem das publicações do prof. Antonio Ozaí da Silva (outro artigo dele está linkado no post anterior), desmascarando o hilariante mundo acadêmico no Brasil.


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